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ECONOMIA – 2017 começa “morno” para energias renováveis

(shansekala/Thinkstock)

Investimento global em fontes limpas totalizou US$ 53,6 bilhões no primeiro trimestre deste ano, aponta análise da Bloomberg New Energy Finance

São Paulo – O investimento mundial em energia renovável totalizou US$ 53,6 bilhões no primeiro trimestre deste ano, 17% a menos em relação ao primeiro trimestre de 2016, e 7% menor do que o último trimestre do ano passado, segundo análise da Bloomberg New Energy Finance (Bnef).

Entre os principais destaques para esse começo de ano “morno” estão a emissão de US$ 1,4 bilhão em ações pela fabricante de veículos elétricos Tesla, e o investimento estimado de US$ 650 milhões pela empresa de energia Enel em seu maior complexo solar fotovoltaico, de 754MW, em Villanueva, no México.

Em contrapartida, os financiamentos de projetos eólicos offshore (em alto mar) caíram 60% em relação ano anterior, despencando de US$ 11,5 bilhões no primeiro trimestre de 2016 para US$ 4,6 bilhões no mesmo período em 2017.

Os dois maiores mercados para o setor de renováveis, China e Estados Unidos, também registraram queda de investimentos no primeiro trimestre, de 11% e 24%, respectivamente. Além disso, houve uma queda forte de 91% nos investimentos no Reino Unido.

No entanto, o investimento alemão aumentou 96% em relação ao ano anterior com US$ 3 bilhões, enquanto o da França cresceu 145%, com US$ 1,1 bilhão, e o Japão 36% com US$ 4,1 bilhões.

Os países em desenvolvimento também tiveram resultados variados no primeiro trimestre. O investimento indiano foi de US$ 2,8 bilhões, com uma queda de apenas 2%, enquanto o do México aumentou 47 vezes com US$ 2,3 bilhões e o Brasil caiu 3% com US$ 1,8 bilhão.

“Foi um primeiro trimestre relativamente discreto para o investimento global, mas é muito cedo para assumir que, no geral, 2017 será mais fraco do que o ano passado”, disse Abraham Louw, analista de Economia de Energia Limpa da BNEF em comunicado à imprensa.

A expectativa dos analistas da Benf, por ora, é de que tanto a energia eólica, quanto a solar, registrem números similares, ou até maiores, de megawatts instalados do que em 2016.

Exame.com | Por Vanessa Barbosa

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