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Ciência – Aprender durante o sono realmente é possível, sugere pesquisa

Segundo a pesquisa, apenas as fases REM (estágio em que os sonhos ocorrem) e N2 (sono leve, inicial) são adequadas para aprender enquanto dormimos (iStock/Getty Images)

Novo estudo mostra que o aprendizado só ocorre em algumas fases do sono – isso explica por que pesquisas têm encontrado resultados contraditórios

A crença de que é possível aprender novas coisas enquanto dormimos – como uma nova língua, por exemplo – acaba de ganhar mais uma evidência a seu favor. Um novo estudo, divulgado nesta terça-feira na revista Nature Communications, testou o método e descobriu que o cérebro humano consegue armazenar informações recebidas em certas fases do sono. Isso explicaria por que cientistas fascinados com essa técnica de aprendizagem há muito vêm encontrando resultados experimentais contraditórios, uma vez que essa capacidade varia de acordo com a etapa do ciclo do sono em que a pessoa se encontra.

Na pesquisa, os participantes foram capazes de memorizar padrões sonoros tocados para eles durante duas fases do sono, chamadas rapid eye movement(REM, na sigla em inglês para “movimento rápido dos olhos”) e N2 (quando a pessoa ultrapassa o estágio de sonolência e começa a dormir realmente). REM é a fase de inconsciência, durante a qual temos sonhos vívidos e, como o nome diz, os olhos se movem rapidamente. A N2 é uma fase de sono mais leve, não REM.

o entanto, uma terceira fase de sono profundo, chamada N3, que vem depois da N2, é ruim para a formação da memória, disseram os pesquisadores. Nessa fase, “os sons aprendidos anteriormente durante o sono N2 são esquecidos ou não aprendidos, como se fossem apagados da memória”, afirmou a equipe em comunicado.

Os cientistas observaram 23 voluntários por meio de eletroencefalografia e tocaram para eles padrões sonoros enquanto dormiam. Quando acordaram, os participantes foram testados sobre quão bem eles se lembravam das composições.

A equipe “observou uma distinção nítida entre o sono leve não REM, durante o qual o aprendizado foi possível, e o sono profundo não REM, durante o qual a aprendizagem foi suprimida”, segundo o estudo. Ao acordarem, os participantes que se esqueceram dos sons durante o sono N3 tiveram mais dificuldade para reaprender despertos esses mesmos padrões do que para memorizar padrões completamente novos. Isso apoiou as teorias de que o N3 serve para limpar a memória, disseram os pesquisadores.

Veja.com | (Com AFP)

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