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ARAGARÇAS – Para José Elias, Câmara quer transformar prefeitura em ”cabide de empregos”

O prefeito afirmou que não vereadores querem afasta-lo a qualquer custo. Ele anunciou que não vai ceder a chantagens

 

O prefeito José Elias (Pros) comentou, na manhã desta quarta-feira (14), seu afastamento da prefeitura, aprovado pela Câmara de Vereadores, na última segunda. Ele recebeu a imprensa em sua casa e afirmou que alguns parlamentares querem transformar a prefeitura em “cabide de empregos para beneficiar parentes.”

Na sessão parlamentar, a Câmara de Vereadores acolheu a terceira denúncia contra o prefeito e formou nova comissão processante. Dessa fez, o gestor é investigado por irregularidade em locação de um imóvel.

Segundo o denunciante, Paulo Sergio Gomes Monteiro, o aluguel de um imóvel pela prefeitura de Aragarças, no valor de R$ 60 mil, por dois anos, se deu de maneira duvidosa. O prefeito José Elias teria optado por não fazer nenhum procedimento licitatório ou tomada de preço e teria pagado os dois anos do contrato adiantado.

Segundo o gestor, que deve perder o posto hoje, às 19h, quando o vice Leo Leão assume interinamente, a medida é um “ato covarde” da oposição, que procura afasta-lo por qualquer motivo. “Desta vez se baseiam em ato jurídico de contrato de aluguel do antigo clube da CDL que eu não assinei, nem mesmo como testemunha.”

“Todos sabem que o real motivo do meu afastamento não é o contrato de aluguel e sim o interesse de alguns vereadores em transformar a prefeitura em um cabide de empregos para beneficiar parentes e namoradas. Não irei ceder às chantagens.”

A secretária de Ação Social e primeira-dama, Mara Nei, afirma que o espaço alugado para as atividades do Centro de Fortalecimento de Vínculos tem o objetivo de sediar eventos sociais da prefeitura. “Realizamos, mês passado, um casamento comunitário com mais de 40 casais, aula inaugural do primeiro curso superior da cidade, apresentações de peças teatrais, palestras e até mesmo um espaço de lazer onde a comunidade utiliza para treinos esportivos. Nunca houve nenhuma irregularidade naquele local”, afirma.

Segundo o advogado e procurador municipal Luiz Paulo Gonçalves de Resende, o contrato de aluguel é legal e não há irregularidade. O dinheiro utilizado no pagamento do aluguel do imóvel é fruto de um repasse federal destinado a esse fim. De acordo com o advogado, a dispensa de licitação se deu porque não há outros prédios com a mesma estrutura, não existindo a possibilidade de locador concorrente.

Luiz Paulo é apontado pelo denunciante como a pessoa que influenciou a locação do prédio de propriedade da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) da região. Segundo sugere a denúncia, ele teria interesse em que a prefeitura firmasse o contrato pois é membro da entidade.

Semana7 | PoKayc Alves

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